segunda-feira, 6 de julho de 2015

A CIÊNCIA DA NEUROPORAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA IMUNE NAS DORES INICIADAS PELAS HÉRNIAS DE DISCO


 
Interações neuro-imunes contribuem para a geração e a manutenção das dores agudas e crônicas depois de uma lesão nervosa que podem surgir após quadros patológicos como as hérnias de disco . Na periferia do sistema nervoso, as citocinas pró-inflamatórias, especialmente a interleucina 1β (IL-1β) e o fator de necrose tumoral α (TNFα), exercem efeitos excitatórios diretos (Ferreira et al., 1988; Cunha et al., 1992; Sorkin et al., 1997) e sãotransportados centralmente, onde sensibilizam adicionalmente o sistema nervosos central  (Shubayev and Myers, 2002). Na medula espinhal, a microglia torna-se ativada após uma agressão ao nervo, induz a sensibilização central central (DeLeo and Yezierski, 2001), e pode causar uma extensão da dor para outro lado do corpo, mesmo sem qualquer inflamação lá presente, o que se chama dor em espelho. (Twining et al., 2004).
A atividade do sistema nervoso simpático também pode exacebar alguns estados de dores neuropáticas (Koltzenburg and McMahon, 1991), pela nova expressão de receptores (Sato and Perl, 1991) e surgimento de fibras simpáticas (McLachlan et al., 1993). A ação do sistema nervosos simpático sobre o sistema imune  nos estados de dor tem sido até há pouco tempo ignorado, mesmo que muitas classes de leucócitos expressem receptores adrenérgicos (Josefsson et al., 1996) e que por ele sejam modulados(Moynihan et al., 2004). 
Os  agonistas dos receptores α-adrenérgicos  reduzem a hipersensibilidade após agressões dos nervos periféricos (Yaksh et al., 1995) e propiciam analgesia em pacientes com dores neuropáticas  após injeção espinhal (Eisenach et al., 1995). O efeito dos receptores α-adrenérgicos agonistas por essa via ocorre rapidamente e dura muito tempo. Por outro lado, quando agonistas dos receptores α-adrenérgicos  são injetados nos nervos periféricos, há a redução da hipersensibildade, mas dentro de períodos diferentes pra seu início em cerca de uma semana (Lavand'homme et al., 2002). Isso indica o recrutamento e funcão de células imunes no foco da inflamção, tal coo visto em vários trabalhos (Lavand'homme and Eisenach, 2003).
Esta ação produz um importante controle do processo imuneinflamatório   (Spengler et al., 1990), reduzindo a inflamação, uma vez que linfócitos  (Titnchi and Clark, 1984) e macrófagos (Spengler et al., 1990) expressam receptores adrenérgicos α2, o que nos leva a crer que o fenótipo desses leucócitos é alterado pelos medicamentos tal como os usados na Neuroporação.

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