domingo, 27 de abril de 2014

NEUROPORAÇÃO: UMA MARCA REGISTRADA DE QUALIDADE DO CENTRO MÉDICO DA COLUNA VERTEBRAL

DR HENRIQUE DA MOTA EXPLICA O QUE É A NEUROPORAÇÃO.
A Neuroporação é uma sistematização inteligente e mais eficaz de técnicas já existentes e comprovadas. É uma organização específica de procedimentos constantes da praxis médica. Sendo realizada com determinado critério, possui identidade própria, se diferenciando do uso aleatório das técnicas comuns, tendo sido patenteada e registrada em sua propriedade intelectual.  

A história da Neuroporação começou após as publicações de vários trabalhos, como os aqueles de grupos japoneses que mostraram que disfunções inflamatórias nos gânglios das raízes dorsais da segunda raiz lombar estavam relacionadas à manutenção das dores lombares, por um componente visceral e não somático. Desta forma, passei a sempre fazer procedimentos de bloqueio sobre esta zona radicular, que representa a saída do sistema simpático lombar para as estruturas anatômicas da coluna. Outros trabalhos mostraram a microanatomia da inervação discal e facetária, o que levou ao bloqueio sistemático de inervações facetárias e dos nervos sinovertebrais. 

Por outra vertente, vários outros trabalhos da biomecânica clínica, que vem sendo desenvolvidos desde o princípio dos anos 2000, e dos quais participo desde minha formação no Grupo de Pesquisa Aplicada em Ortopedia (GARO), em Lyon, começaram a definir o que chamamos de morfotipos sagitais, e, desta forma percebe-se gradativamente relações importantes com a dores da coluna, trabalhos que publiquei sob a chancela da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e da Sociedade Brasileira de Coluna, em um livro destinado aos especialista brasileiros.

Para ter informações mais interessantes sobre pesquisas de definição biomecânica de morfotipos, pode-se tentar acessar o Projeto SinPatCo, do Departamento de Engenharia de TeleInformática da Universidade Federal do Ceará. Lá, há alguns anos, iniciei minha participação como colaborador de um estudo financiado pelo CNPq, que já produziu teses de mestrado e doutorado. Neste estudos, nós usamos uma tecnologia chamada de redes neurais artificiais, que é uma ferramenta estatística de análise de dados não lineares. É uma das vertentes de nossos estudos clínicos aplicados.

Uma outra vertente de minha atuação foi o desenvolvimento de uma nova teoria biodinâmica da coluna, a Teoria de Integração Tensional, algo que introduz novos conceitos ao raciocínio clínico como o conceito de "discinesia neuroesquelética", que explica grande parte das dores nas doenças degenerativas da coluna e pela primeira vez apresenta aos colegas cirurgiões explicações para as síndrome pós-laminectomia e em diversas outras patologias. Esta teoria foi apresentada em palestra magna no Congresso Brasileiro de Cirurgia da Coluna, despertando grande interesse dos colegas.

Uma outra ideia basilar foi o desenvolvimento da Classificação dos Mecanismos das Dores da Coluna Vertebral, onde, pela primeira vez, se encontra uma explicação dos processo de desenvolvimento das dores nociceptivas e neuropáticas, explicando o seu processo de cronificação. Com estas ideias, estamos causando um grande impacto sobre as indicações cirúrgicas na especialidade e fazendo avançar nosso conhecimento.

Novos avanços também foram feitos na compreensão dos mecanismos bioquímicos das dores agudas e crônicas, e hoje temos uma quantidade de medicamentos que não tínhamos há 5 anos no Brasil, e faço uso destes medicamentos de acordo com protocolos usados nos melhores hospitais especializados da França, Alemanha e Inglaterra, e temos também a nova noção da participação das células gliais na manutenção das dores.

Dessa forma, vemos claramente que o problema da dores da coluna envolve muitos mecanismos bioquímicos, biomecânicos e morfológicos. É exatamente este conhecimento que dá base para a Neuroporação. É a associação de tudo isso que vai constituindo a originalidade do que chamei de Neuroporação.
Seguem em anexo as codificações pela tabela CBHPM dos procedimentos usados na Neuroporação:


Bloqueio do sistema nervoso autônomo – Cod CBHPM: 3.14.05.01-0
Coluna vertebral: Infiltração foraminal – Cod CBHPM: 4.08.13-36-3
Coluna vertebral: Infiltração facetária – Cod CBHPM: 4.08.13-36-3
Coluna vertebral: Infiltração articular – Cod CBHPM: 4.08.13-36-3
Punção de estruturas orienta por imagem – Cod CBHPM: 3.07.13.01-3
Bloqueio facetário paraespinhal - Cod CBHPM: 3.16.02.12-6
Radioscopia para acompanhamento de procedimento – Cod CBHPM: 4.08.11.02-6


É importante reforçar que a função primordial da neuroporação é a de controlar o processo inflamatório da coluna, permitindo a rápida entrada em ação de medicamentos que possam combater eventuais disfunções e/ou lesões nervosas periféricas e/ou centrais e dos exercícios terapêuticos para a plena recuperação funcional do paciente. 

Com a aplicação conjunta deste processo inteligente que une vários conhecimentos, chegamos, na prática clínica a índices altos de resolutividade, com um procedimento rápido, simples e eficaz, evitando o recurso às cirurgias no casos de ampla quantidade de doenças degenerativas da coluna. No caso das hérnias de disco, patologia que tratamos aos milhares, nos últimos três anos não tivemos uma única indicação de cirurgia, tirando milhares de pacientes da necessidade de ser submetido ao meu bisturi, o que representa um avanço inegável de nossa prática.

E a Neuroporação evolui, e constantes viagens feitas a vários serviços de referência no mundo tem agregado, gradualmente, mais eficácia a este procedimento, pela introdução de novas drogas e novos protocolos farmacológicos. Não paramos nunca de atualizar nossos métodos e ações terapêuticas.

É por tudo isto, sem falsa modéstia, que oferecemos, hoje, no Brasil, o que de melhor existe em nossa especialidade em todo o mundo! E pensamos que a divulgação ampla deste procedimento contribuirá para diminuição do sofrimento das pessoas que padecem de grandes limitações funcionais.

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