segunda-feira, 6 de maio de 2013

NEUROPORAÇÃO PODE SER SUA SOLUÇÃO

A Neuroporação é um protocolo intervencionista não-cirúrgico que faz uma sistematização original de técnicas já existentes, através de uma nova organização de procedimentos clássicos. Cada uma das técnicas que, em conjunto, irá constituir a Neuroporação já foi testada e aprovada pelas evidências científicas, em sua segurança e/ou eficácia. 
A história da Neuroporação, que foi o nome registrado para batizar este conceito sistematizado de tratamento, começou após diversas publicações de trabalhos japoneses que mostraram que disfunções inflamatórias nos gânglios das raízes dorsais das segundas raízes lombares estariam relacionadas à manutenção das dores lombares, por um componente visceral e não somático. Desta forma, passei a sempre fazer procedimentos de bloqueio sobre esta zona, que representa a convergência anatômica do sistema simpático lombar para as estruturas anatômicas da coluna. A realização desta técnica nos dotou da capacidade de resolver uma parte importante das dores lombares antes intratáveis pelos métodos então vigentes. Após estes trabalhos, outros trabalhos mostraram que medicamentos específicos produziam efeitos mais eficazes que a simples injeção de corticóides. Passamos, então, desde 2001, ainda na França, a aplicar este conceitos.

Outros trabalhos mostraram a microanatomia da inervação discal e facetária, o que levou ao bloqueio seletivo, e guiado por sistemas de radiologia intervencionistas de precisão, das inervações facetárias e dos nervos sino-vertebrais, como forma de ação direta sobre a dores e inflamações regionais, com o consequente controle imediato e total das inflamações e das dores na maioria dos pacientes. Foi um avanço enorme.
 
Com a continuidade de minha formação, tive contato, na cidade de Bordeaux, com técnicas mais precisas para controle de novas vias nervosas descobertas pelos modernos estudos de microanatomia, e, finalmente, em Strasbourg, em um dos mais importantes serviços do mundo de radiologia intervencionista e de dor crônica, adquiri o domínio de novas técnicas que viriam a se somar para a constituição da  técnica original de Neuroporação.
 
Paralelamente, vários outros trabalhos no novo campo da biomecânica clínica, vinham sendo por mim desenvolvidos desde o princípio dos anos 2000, desde minha formação em Lyon, e começaram a definir o que chamamos de morfotipos sagitais, e, desta forma passamos a perceber objetivamente as relações importantes entre os aspectos estruturais e posturais da coluna com a dores e inflamações desta nobre estrutura, a tal ponto que um trabalho que fiz em parceria com um colega francês, mostrou, em um congresso na Suécia, pela primeira vez na história da medicina, que certos pacientes tinham dados mecânicos que representavam risco para o desenvolvimento de hérnias de disco e outras patologias da coluna. Estávamos desbravando um novo campo de conhecimento em biomecânica clínica.

Voltando ao Brasil, para dar continuidade a minhas observações, entrei em um projeto de pesquisa na área de biomecânica clínica aplicada no Departamente de Engenaria da Universidade Federal, e para ter informações mais interessantes sobre as pesquisas de definição biomecânica de morfotipos, pode-se tentar acessar o Projeto SinPatCo, do Departamento de Engenharia de TeleInformática da Universidade Federal do Ceará. Lá, há alguns anos, iniciei minha participação em um estudo financiado pelo CNPq, que já produziu teses de mestrado e doutorado, e que manteve troca de experiência com universidade estrangeiras, para que meus casos clínicos, aqueles adquiridos no dia-adia de meu consultório  fossem estudados. Neste estudos, nós usamos uma tecnologia chamada de redes neurais artificiais, que é uma ferramenta estatística de análise de dados não lineares. Esta é uma das vertentes de nosso estudo clínico aplicado e já foi apresentado em congressos internacionais e aos colegas da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Coluna.

Outra vertente de minha atuação foi o desenvolvimento de uma nova teoria biodinâmica da coluna. Trata-se da Teoria de Integração Tensional, que deu uma nova visão e uma nova previsibilidade do sucesso e insucesso de tratamentos, introduzindo um novo paradigma para os futuros desenvolvimentos de nossa especialidade. Com estas ideias, venho causando um impacto sobre as indicações cirúrgicas dos colegas de minha especialidade e fazendo avançar nosso conhecimento. Infelizmente, para grande parte daqueles que hoje lucram com a grande indústria que gravita no entorno dos atos médicos, com nossa teoria e suas constatações prática decorrentes, fiz críticas que se mostraram verdadeiras quanto a métodos cirúrgicos como a nucleoplastia e as próteses discais e as termocoagulações das inervações lombares e cervicais.
Novos avanços também foram feitos na compreensão dos mecanismos bioquímicos, imunológicos e genéticos das dores agudas e crônicas, e hoje temos uma quantidade de medicamentos que não tínhamos há poucos anos no Brasil. Temos também a nova noção da participação das células gliais na manutenção das dores. Dessa forma, vemos claramente que o problema da dores da coluna envolve muitos mecanismos bioquímicos, biomecânicos e morfológicos. É exatamente este conhecimento que tem faltado aos praticantes dos métodos que critico. São estes pensamentos modernos que se integram na filosofia da Neuroporação. É a associação de tudo isso que vai constituindo o corpo dessa nova abordagem baseada em conceitos seguros e reais.
 
Seguem em anexo as codificações pela tabela do Conselho Federal de Medicina dos procedimentos usados na neuroporação, uma vez que todos os passos usados pelo método usam procedimentos já codificados e comuns.  
Bloqueio do sistema nervoso autônomo – Cod CBHPM: 3.14.05.01-0
Coluna vertebral: Infiltração foraminal – Cod CBHPM: 4.08.13-36-3
Coluna vertebral: Infiltração facetária – Cod CBHPM: 4.08.13-36-3
Coluna vertebral: Infiltração articular – Cod CBHPM: 4.08.13-36-3
Punção de estruturas orientada por imagem – Cod CBHPM: 3.07.13.01-3
Radioscopia para acompanhamento de procedimento – Cod CBHPM: 4.08.11.02-6
É importante reforçar que a função primordial da neuroporação é a de controlar o processo inflamatório imunomediado das estruturas coluna vertebral, tratando o problema médico central e permitindo a rápida entrada em ação de medicamentos para controle de componentes neuropáticos existentes e de uma  recuperação funcional das enfermidades residuais do doente.


Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
Ortopedia e Cirurgia da Coluna
Especialista Diplomado pela Université de Lyon - França


 


 
 
 




 

Nenhum comentário:

Postar um comentário