sábado, 11 de maio de 2013

FISIOTERAPIA E TÉCNICAS AFINS PARA AS DORES DA COLUNA: INUTILIDADES QUE DEVEM SER COMBATIDAS

É prática comum que doentes (no sentido etimológico real da palavra doente, que significa aquele que tem dor) ou pacientes (no sentido etimológico real da palavra paciente, que significa aquele que tem uma patologia, ou seja, seria aquele que tem um sofrimento tecidual ou, mais propriamente, uma lesão tecidual) sejam tratados com fisioterapias e práticas afins como quiropraxia, osteopatia, Pilates, RPG e uma grande quantidade de outras siglas. É importante, no entanto, que saiba que os trabalhos científicos de avaliação destes diversos métodos mostraram, de forma geral, a sua ineficácia e até o risco de piora com o uso destes métodos. Sabe-se, de acordo com metanálises da Cochrane, que de nada servem as manipulações espinhais nos casos de dores da coluna, sejam agudas ou crônicas. É exatamente isto que mostra nossa prática: a fisioterapia é uma péssima escolha para aqueles que tem dores da coluna. De fato, muitos paciente que pensam melhorar por estarem fazendo fisioterapias ou estas diversas técnicas afins, como regra, melhoram pelo próprio processo natural da resolução de um processo inflamatório, que costuma ser um processo auto-limitado que regride não PELA fisioterapia, mas APESAR dela.

Na realidade, fisioterapia e diversas técnicas não-médicas alternativas como quiropraxia, osteopatia, RPG, Pilates, etc, são inúteis como tratamentos de pacientes com dores provenientes da coluna vertebral. Estes métodos não representam um conduta inteligente para tratar as pessoas, pois já se sabe dos mecanismos realmente envolvidos na geração e manutenção das dores da coluna. Estes mecanismos passam pela alteração inflamatória e imunológica de diversos tecidos profundos, com uma complexa orquestração bioquímica e até mesmo genética. Diante de uma tal complexidade, com a participação de neurotransmissores, receptores de membrana neuronal, células do sistema glial, disfunções de nervos periféricos, medulares e de centros de controle e modulação cerebrais, achar que esticar, rodar e puxar pessoas vai trazer alguma solução, é abusar de direito de ignorar.

Fica um conselho àqueles que, por uma questão de fé cega propagam os milagres impossíveis de técnicas ineficazes no tratamento das dores da coluna: façam as coisas com seriedade, façam o que deve ser feito para um real benefício.

E o que deve ser feito? O que traz realmente benefício? A resposta é simples: parar de realizar estas técnicas em pacientes e doentes da coluna.

Todas estas técnicas já são comprovadamente inúteis para os pacientes e doentes da coluna. O foco para uma conduta que seja de real ajuda como ação auxiliar seria a atuação direta sobre as enfermidades "consequentes" ao processo de patologia e doença. É um detalhe sutil que necessita de um conhecimento mais rico da etimologia.

Saber o que é um paciente, o que é um doente e o que é um enfermo é essencial, mas poucos profissionais sabem e por isso saem dizendo e fazendo besteiras por aí.

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