sábado, 16 de junho de 2012

NEUROPORAÇÃO NAS DORES CRÔNICAS DA DEGENERAÇÃO DE MÚLTIPLOS DISCOS LOMBARES

As dores crônicas nas degenerações de múltiplos discos lombares já foram problema de difícil solução, pois os medicamentos antiinflamatórios não produziam controle mantido, as fisioterapias causavam mais frequentemente pioras do quadro por conta de manipulações inapropriadas em um estado inflamatório presente e as cirurgias nem sempre produziam um efeito importante de alívio e causavam danos importante na anatomia regional. 


Os novos conhecimentos sobre os mecanismos de geração e de manutenção das dores, no entanto, nos trouxeram conhecimentos mais profundos sobre os caminhos bioquímicos e imunes das dores agudas e crônicas, abrindo espaço para o desenvolvimento de novos métodos mais eficazes de tratamento como a NEUROPORAÇÃO.    




O que é a NEUROPORAÇÃO?

"A Neuroporação é uma sistematização de técnicas já existentes, ou seja, uma organização de procedimentos que são constantes da tabela CBHPM, que é a tabela que regula os procedimentos médicos. Seria como se você tivesse as sete notas musicais e fosse feita uma nova música. A união dos acorde faz toda a diferença, ok?
A história da Neuroporação, que foi um nome criado para batizar este conceito, começou após várias publicações de vários trabalhos, como os trabalhos de grupos japoneses que mostraram que disfunções inflamatórias nos gânglios das raízes dorsais de L2 estavam relacionadas à manutenção das dores lombares, por um componente visceral e não somático. Desta forma, passei a sempre fazer procedimentos de bloqueio sobre esta zona, que representa a saída do sistema simpático lombar para as estruturas anatômicas da coluna.
Outros trabalhos mostraram a microanatomia da inervação discal e facetária, o que levou ao bloqueio seletivo de inervações facetárias e dos nervos sino vertebrais. Vários outros trabalhos da biomecânica clínica, que vem sendo desenvolvidos desde o princípio dos anos 2000, dos quais participo desde minha formação em Lyon, começaram a definir o que chamamos de morfotipos sagitais, e, desta forma estamos percebendo relações importantes com a dores da coluna.
Para ter informações mais interessantes sobre pesquisas de definição biomecânica de morfotipos, pode-se tentar acessar o Projeto SinPatCo, do Departamento de Engenharia de TeleInformática da Universidade Federal do Ceará. Lá, há alguns anos, iniciei minha participação como colaborador de um estudo financiado pelo CNPq, que já produziu teses de mestrado e doutorado. Neste estudos, nós usamos uma tecnologia chamada de redes neurais artificiais, que é uma ferramenta estatística de análise de dados não lineares. É uma das vertentes de nosso estudo.
Uma outra vertente de minha atuação foi o desenvolvimento de uma nova teoria biodinâmica da coluna, e quanto a isso pode-se encontrar na internet palestras minhas sobre isto. 
Com estas ideias, estamos causando um impacto sobre as indicações cirúrgicas dos colegas de minha especialidade e fazendo avançar nosso conhecimento.
Atualmente, temos recebido visitas técnicas de colegas de vários locais, para que possam desenvolver o mesmo trabalho de uma forma multicêntrica. 
Novos avanços também foram feitos na compreensão dos mecanismos bioquímicos das dores agudas e crônicas, e hoje temos uma quantidade de medicamentos que não tínhamos há 5 anos no Brasil. 
Temos também a nova noção da participação das células gliais na manutenção das dores. Dessa forma, vemos claramente que o problema da dores da coluna envolve muitos mecanismos bioquímicos, biomecânicos e morfológicos. É exatamente este conhecimento que tem faltado aos praticantes dos métodos que critico.
É a ssociação de tudo isso que vai constituindo o corpo do que chamei de neuroporação.
Para uma busca sobre a genética deste procedimento, e sobre tudo que o fundamenta, deve-se buscar estudar termos como eletropermeabilização ou transporação. 
Seguem em anexo as codificações pela tabela CBHPM dos procedimentos usados na neuroporação.
Bloqueio do sistema nervoso autônomo – Cod CBHPM: 3.14.05.01-0
Coluna vertebral: Infiltração foraminal – Cod CBHPM: 4.08.13-36-3
Coluna vertebral: Infiltração facetária – Cod CBHPM: 4.08.13-36-3
Coluna vertebral: Infiltração articular – Cod CBHPM: 4.08.13-36-3
Punção de estruturas orienta por imagem – Cod CBHPM: 3.07.13.01-3
Radioscopia para acompanhamento de procedimento – Cod CBHPM: 4.08.11.02-6
É importante reforçar que a função primordial da neuroporação é a de controlar o processo inflamatório da coluna, permitindo a rápida entrada em ação dos exercícios terapêuticos para a plena recuperação funcional do paciente. Não existe neuroporação sem recuperação funcional!"

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