terça-feira, 17 de maio de 2011

HÉRNIA DE DISCO LOMBAR: MÉTODO DESENVOLVIDO PELO CMCV EVITA CIRURGIA E FACILITA SUA REGRESSÃO


As hérnias de disco são problemas muito comuns e representam, atualmente, uma das grandes indicações de cirurgias em doenças da coluna, trazendo muito sofrimento para os pacientes. A experiência tem mostrado que existe uma grande capacidade de auto-regressão biológica das dimensões das hérnias de disco.
Com o método na NEUROPORAÇÃO, utilizamos esta capacidade biológica para tratar a hérnia de disco sem precisar retirá-la por meios agressivos.

Na primeira figura ao lado, vemos o caso de uma paciente do sexo feminino, de 42 anos, que sofria de fortes dores lombares irradiadas para o seu membro inferior direito que não melhoravam com a realização de métodos de fisioterapia e medicamentos antiinflamatórios corretamente aplicados em outro serviço. A ressonância magnética mostra uma grande hérnia de disco no segmento entre a quinta vértebra lombar e o sacro, com compressão de raízes nervosas. Diante daquela situação, a paciente teve indicado um método para controle de inflamações regionais que teria dois objetivos: aliviar as dores de forma imediata e contribuir para a regressão biológica da hérnia de disco, evitando qualquer necessidade de tratamentos cirúrgicos mais agressivos.

Assim foi feito. Um ano após o procedimento, a paciente veio para controle, com uma regressão importante da hérnia do segmento de L5/S1, sem a necessidade de cirurgias agressivas.

Comentário: com a NEUROPORAÇÃO, estamos tratando com sucesso impressionante casos de graves hérnias de disco, conseguindo provar a existência de auto-regressão de volume com exames de imagens sucessivos. Isto representa um grande avanço para o tratamento das doenças da coluna, pois podemos oferecer aos pacientes um método altamente resolutivo, que produz alívio imediato, feito de uma forma ambulatorial, que promove seu rápido retorno ao trabalho. Por estas características, o protoclo da Neuroporação representa o tratamento ideal nas hérnias de disco, tornando ultrapassados a totalidade dos métodos atualmente oferecidos aos pacientes com estes problemas.

Centro Médico da Coluna Vertebral

Torre Saúde São Mateus
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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http://www.centromedicodacoluna.com.br/

segunda-feira, 2 de maio de 2011

DOENÇA DEGENERATIVA DISCAL E GENÉTICA: UMA FORTE CORRELAÇÃO

Dores lombares, resultantes de degeneração de disco e/ou hérnia de disco, são fatores debilitantes que afetam milhares de pessoas. Contrariamente à alta prevalência dessa patologia, sua etiologia, por vez, não é completamente entendida. Entretanto, estudos anteriores apontam uma etiologia multifatorial.

Frente a isso, um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Utah reforça a predisposição hereditária da patologia, utilizando uma base populacional maior que 2,4 milhões de pacientes (população de Utah juntamente com todos pacientes tratados no Hospital Universitário da Universidade de Utah), excluindo os indivíduos sem um código de diagnóstico apropriado. O estudo detém exclusividade ao avaliar a agregação familiar da patologia em questão, em um nível de base populacional de várias gerações. Somente os pacientes com pelo menos três gerações de dados genealógicos foram incluídos no estudo. Desses indivíduos, 1.254 tiveram pelo menos um diagnóstico de doença do disco lombar, juntamente com seus dados genealógicos. Parentescos de primeiro grau tiveram um risco relativo de 4,15 vezes de ter a doença e de terceiro grau o risco relativo foi de 1,46. Entretanto, em familiares de segundo grau, o risco relativo foi ligeiramente elevado, contudo não significante, sendo de 1,15, devido, talvez, a limitações nos dados. A hereditariedade foi testada de duas maneiras: estimando o risco relativo e o índice genealógico familiar (GIF).

A população de Utah mostrou-se geneticamente semelhante à população dos EUA e do norte da Europa, de onde os fundadores de Utah vieram. Dessa forma, as conclusões podem ser generalizadas para estas populações em geral.

Recentemente, anormalidades genéticas na matriz extracelular do disco intervertebral têm sido apontadas como um possível mecanismo para explicar essas observações, através da avaliação de genes que codificam componentes da matriz extracelular (colágenos tipo IX e XI, dentre outros) que contribuem para doença do disco lombar, resultando em dor.

Assim, a identificação dos produtos específicos genéticos responsáveis pela doença pode ajudar no desenvolvimento de potenciais intervenções biológicas para prevenção e tratamento dessa patologia na população em geral.

Referência e fonte
  • Patel AA, Spiker WR, Daubs M, Brodke D, Cannon-Albright LA. Evidence for an inherited predisposition to lumbar disc disease. J Bone Joint Surg Am. 2011 Feb;93(3):225-9.