quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SÍNDROME DO DISCO NEGRO: COMO TRATAR COM INTELIGÊNCIA

O surgimento de um disco negro nos exames de ressonância megnética nuclear indica a presença de uma desidratação, ou seja, de uma perda do conteúdo de água neste disco. Isto é facilitado por fatores genéticos, ergonômicos ou de acordo com o tipo anatômico da coluna vertebral do paciente. 

O disco intervertebral, em sua anatomia, possui um núcleo gelatinoso que é cercado por várias camadas concêntricas de uma material fibroso que deslizam entre si, no estado de correta hidratação.



No surgimento da desidratação, as sucessivas camadas do disco perdem a capacidade de deslizamento e sofrem rupturas, com consequente inflamação. Esta inflamação pode acometer as estruturas de nervos regionais e causar um estado de constante dor na região lombar, virilha, região superior das coxas, ou de dores que se irradiam na direção das pernas.



Os tratamentos dessas condições tem evoluido bastante, com novos medicamentos e técnicas intervencionistas de alta eficácia.  As cirurgias de estabilização e fixação também são de bom resultado, mas apenas indicadas no caso dos pacientes que não respondem aos tratamentos clínicos e intervencionistas, cerca de 2% a 5% dos pacientes.


Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
Ortopedia e Cirurgia da Coluna
Especialista pela Université de Lyon - França

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