quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O DIAGNÓSTICO CINESIOLÓGICO FUNCIONAL: A BASE DA BOA FISIOTERAPIA.

Dra Alini Ploszaj, Fisioterapeuta 

O diagnóstico cinesiológico funcional reflete a necessidade de uma Fisioterapia baseada em evidências, na qual existe uma maior precisão diagnóstica e prognóstica, como também de intervenção fisioterapêutica, propiciando um tratamento voltado a cada indivíduo e com a máxima resolutividade. O fisioterapeuta deve estar ciente da importância da seqüência do processo fisioterapêutico que se inicia na admissão do paciente, elaboração do diagnóstico e prognóstico, prescrição do tratamento fisioterapêutico (responsabilidade exclusiva do fisioterapeuta), intervenção e a alta fisioterapêutica.
O diagnóstico cinesiológico funcional visa identificar, quantificar e qualificar as disfunções cinéticas-funcionais de órgãos e sistemas, sensíveis à abordagem fisioterapêutica. Por meio de uma avaliação fisioterapêutica, baseada em uma anamnese com o levantamento da queixa principal e com a execução de exames clínicos funcionais, podendo também solicitar e interpretar exames complementares que sejam necessários para o nosso diagnóstico. O fisioterapeuta pode solicitar exames complementares que possam auxiliar no diagnóstico cinesiológico funcional. Existem diversos exames que complementam o nosso diagnóstico, tais como: eletromiografia de superfície ou eletromiografia cinesiológica, o eletrodiagnóstico para estudos da curva I/T, reobase, acomodação e cronaxia e os estudos funcionais pulmonares incluindo ventilometria, manovacuometria, dinamometria computadorizada e ergometria. Lembrando que o diagnóstico por nos dado, não interfere nos diagnósticos dados por outros profissionais.
Com certeza o diagnóstico cinesiológico funcional propicia ao fisioterapeuta uma maior autonomia de forma que podemos ser profissionais de primeiro contato, isso quer dizer, que o paciente pode vir nos procurar diretamente, sem antes ir a outro profissional . Tendo diversos pontos positivos tais como: redução de custo para o sistema de saúde, valorização científica e financeira do serviço, uma Fisioterapia baseada em evidências, mudança de paradigma que anteriormente era centrada no médico, máxima resolutividade ao caso apresentado e maior qualidade do atendimento fisioterapêutico – individualizado e efetivo.


Observações: O diagnóstico cinesiológico funcional está previsto na Resolução COFFITO-80, tabela do SUS (que prevê a consulta fisioterapêutica) e no Referencial de Honorários Fisioterapêuticos. Alguns convênios já cobrem a avaliação fisioterapêutica.

Resolução COFFITO-80: Artigo 1º. É competência do FISIOTERAPEUTA, elaborar o diagnóstico fisioterapêutico compreendido como avaliação físico-funcional, sendo esta, um processo pelo qual, através de metodologias e técnicas fisioterapêuticas, são analisados e estudados os desvios físico-funcionais intercorrentes, na sua estrutura e no seu funcionamento, com a finalidade de detectar e parametrar as alterações apresentadas, considerados os desvios dos graus de normalidade para os de anormalidade; prescrever, baseado no constatado na avaliação físico-funcional as técnicas próprias da Fisioterapia, qualificando-as e quantificando-as; dar ordenação ao processo terapêutico baseando-se nas técnicas fisioterapêuticas indicadas; induzir o processo terapêutico no paciente; dar altas nos serviços de Fisioterapia, utilizando o critério de reavaliações sucessivas que demonstrem não haver alterações que indiquem necessidade de continuidade destas práticas terapêuticas.

Referencial de Honorários Fisioterapêuticos:
Capítulo I
Código 71.01.000-7 - Consulta
Objetivos - Construir o diagnóstico e o prognóstico cinético-funcional, analisar a qualidade do movimento, sua amplitude, sua precisão, os graus de repercussões funcionais e sistêmicas e as estruturas anatômicas envolvidas com fins de possibilitar ao profissional, com segurança, responsabilidade e resolutividade, estabelecer os procedimentos fisioterapêuticos indicados e, etapas terapêuticas à serem superadas pelo paciente, de acordo com a demanda de saúde funcional apresentada e ainda, identificar a necessidade ou não da indicação de ações fisioterapêuticas em cada caso apresentado.
Componentes - Anamnese, análise de padrões locomotores agregados à mecânica do movimento, identificação de distúrbios sensório-motores e/ou viso-motores, análise do equilíbrio biomecânico das estruturas cinético-funcionais, análise antropométrica, sinergismo e capacitação ventilatória funcional, capacidade aeróbia, avaliação e quantificação da potencialidade das cadeias musculares concorrentes aos desequilíbrios cinético-funcionais.

Leia também:
REVISTA O COFFITO. Diagnóstico Cinesiológico Funcional – Profissional de primeiro contato, no. 11.junho de 2001, p. 27-30.

INTERNET. http://www.institutosaopaulo.com.br/artigos/artigo.asp?artigo=30 - MOURA F.º, Oséas Florêncio de. O diagnóstico fisioterapêutico.

INTERNET. http://www.secrel.com.br/usuarios/oseas/processo.html - MOURA F.º, Oséas Florêncio de. O Processo Fisioterapêutico.

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