segunda-feira, 16 de agosto de 2010

NEUROPORAÇÃO: EFICÁCIA NO TRATAMENTO DAS DORES NAS ESPONDILOLISTESES

Paciente de 26 anos de idade, sexo masculino, sentiu dor de fortíssima intensidade na região lombar durante exercício físico na academia militar, quando fez um movimento de extensão exagerada da coluna lombar. Chegou ao nosso consultório para uma segunda opinião, quanto uma possível cirurgia. Ao lado, em sua ressonância magnética, notamos a existência de um deslizamento da quinta vértebra lombar em relação ao sacro, o que chamamos de espondilolistese. Este deslizamento, de fato, não ocorreu no momento do exercício. Ele já devia estar presente desde a infância do paciente, sem lhe causar nenhum incômodo, latente. O exercício forçado, simplesmente, fez surgir uma inflamação de grande importância na região.

Fizemos, em regime de urgência, uma NEUROPORAÇÃO, no departamento de radiologia intervencionista, com alívio substancial das dores e marcamos um procedimento de reforço com uma semana, para a conclusão da terapêutica analgésica, que trouxe um alívio importante e mantido. Já sem dores, fizemos um detalhado estudo do equlíbrio biomecânico deste paciente, e comprovamos a existência de uma boa situação, o que nos assegurou quanto à possibilidade de sucesso no tratamento não cirúrgico. Com estes dados precisos em mãos o sucesso foi garantido.

Comentários: os especialistas menos experientes se assustam com as espondilolisteses e tem dificuldades em tratar pacientes de forma não cirúrgica, pois não conseguem dar aos pacientes o alívio necessário das dores e como única opção partem para a cirurgia. É importante que se diga que a indicação de uma cirurgia numa espondilolistese é muito precisa e só pode ser feita após um estudo biomecânico especial e após a realização de métodos que visem primordialmente o controle inflamatório, o que infelizmente não é do domínio geral. Recorrer a uma cirurgia implica a falha de um tratamento conservador, mas devemos dominar com maestria este tratamento conservador.

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